xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Capítulo 02 Kamus recebera uma carta do Santuário, que designava a ele uma missão importante, porém secreta. Acabou saindo de manhã cedo dizendo a Hyoga que voltaria. Mas a nevasca o impediu de retornar no tempo previsto e acabou se demorando mais do que gostaria... Ao cair da noite Kamus finalmente conseguiu chegar na pequena casinha de madeira, bem no meio da Sibéria. Pela fumaça via-se que a lareira estava acesa, janelas e portas trancadas. O francês entrou sem fazer barulho, porém o vento frio da tempestade que se formava chamou a atenção de Milo, que deu um pulo no sofá de susto. Hyoga se cobriu rápido e o ruivo ficou com cara de bobo. -O que foi? – Kamus encarou os dois com um ar curioso, sem compreender o que se passava naquela sala antes que ele chegasse. Milo sorriu e fechou as calças por baixo do edredom, depois se levantou para abraçar o amante desconfiado. Hyoga, mais vermelho que pimentão, ainda ficou imóvel no sofá, sem saber o que fazer. -Nada, meu anjo... – Kamus ergueu uma sobrancelha, desconfiado, mas abraçou e beijou o amante como se nada tivesse acontecido. “Estava morrendo de saudades...” -Eu também, você demorou a voltar. - O francês comentou, ainda abraçado a Milo. “Aconteceu algo, Milo? Por que Hyoga está tão vermelho?” Aquele moleque não sabia mesmo mentir ou disfarçar, ficava com cara de bobo, vermelho, encarando o mestre... Estampado em sua testa que havia feito bobagem. Kamus encarou Milo friamente e o puxou para a cozinha, deixando a caixa de sua armadura na sala. -O que estavam fazendo? E nem pense em mentir pra mim! – O grego engoliu em seco, sem saber se mentia ou não. -Ahn... Bem... Ele me contou sobre uma certa noite, na sua cama... – Milo cruzou os braços como se estivesse brigando com Kamus, lembrando-se que o amante também errara. -Noite? Que noite? -Não adianta disfarçar... Ele me contou com detalhes o que vocês fizeram... Não te culpo, ele até que é bonitinho... E você devia estar mesmo morrendo de saudades de mim... – Kamus riu, puxou o amante e mordeu-lhe os lábios. -Eu estava mesmo morrendo de saudades... Mas não foi nada de mais, Milo, eu juro! -Tudo bem... Mas francamente... Se vai ensinar, ensine logo tudo... – O francês piscou confuso, sem entender o que o amante lhe dizia... Ensinar tudo? -Como? -Ah você sabe... Dar a aula completa... – Aquele escorpiano não poderia ser mais safado... Aula completa... Que tarado! -Milo, ele é criança. -Você que acha... Ah vamos Kamus... Seria interessante. – O cavaleiro ruivo piscou os olhos, confuso pos instantes. -Está propondo... Que a gente vá pra cama... Com ele? -Por que não? -Isso é pedofilia! Ele é criança! -E nós muito adultos, né? – Milo riu e abraçou o amante invocado. – Seria bom... E eu to cheio de saudades de você, meu anjo. -Hum... – Kamus chegou a cabeça para o lado, enquanto o amante lambia e beijava seu pescoço, provocando cócegas adoráveis. – Eu te amo Milo... Mas você é maluco. -Vou ver o que ele acha da idéia... Na cozinha restou apenas um francês confuso, porque o grego saíra tão rápido que nem deu tempo a Kamus de registrar essa saída. E ele pensava que estava era ficando louco por permitir que Milo trouxesse aquele pirralho pra sua cama...
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Sim, de fato era loucura deixar que Hyoga se deitasse com eles. Mas na atual situação Kamus não estava pensando. Fazia muito tempo que não transava com Milo e aquilo já estava deixando seus nervos à flor da pele. Por outro lado sabia ser errado levar uma criança para sua cama e amar aquele corpinho jovial. Mesmo que fosse tentador, não era correto. Milo, ao invés de ser adulto, ficava fantasiando coisas sem sentido e ainda parecia acreditar no velho mandamento de que o Mestre deveria ensinar tudo a seu discípulo. Mas Kamus foi puxado de volta à realidade pela mão quente de Milo em seu rosto. Ele piscou os olhos, um pouco confuso, e sorriu. -Milo? -Você concorda, certo, Kamus? -Com o quê? -Como assim? Você já esqueceu? Hyoga... Lembra? Kamus o fitou de cara feia e lançou um olhar ao corredor, como se esperasse ver Cisne ali. -Ahn... Milo... -Kamus, entenda... Isso é bem normal entre cavaleiros e você sabe. Ninguém precisa ficar sabendo... Afinal nossos treinamentos são segredo. -Milo... Seu mestre tirou sua virgindade? -Não! – O escorpiano fez cara de indignado, colocando as mãos na cintura. – Foi você... E você sabe disso! Mas enfim... Vem, deixe de ser bobo... Milo conduziu o amante pelo corredor, até o quarto. Hyoga estava sentado na poltrona, de frente para a cama e sentiu-se um pouco envergonhado ao notar a presença do mestre. Se Hyoga já se sentia dessa forma com a presença de Kamus, imagina quando notou que o mestre estava corado e mal ousava levantar os olhos? Milo teve que levar ele pela mão até a cama, se não ele empacava na porta. Era uma situação delicada, mas para o grego era mais uma brincadeira. Ele não levava aquilo tão à sério quanto os dois aquarianos. -Ah, por favor, não sejam tão frios. – Era uma piada para Milo, mas nenhum dos outros dois achou graça. – Está bem... Se eles não iriam colaborar, o escorpiano teria que fazer o serviço sozinho. Então, deixando Cisne onde estava, Milo fez o amante deitar-se na cama e fez o mesmo, tomando os lábios de Kamus enquanto o puxava pelo cabelo. Os lábios quentes do grego desceram pela pele branca do ruivo, até tocar seu ombro. Então Milo parou, apenas para se livrar da camiseta e continuar com os beijos. Ele sabia que um dos pontos fracos do ruivo eram os mamilos e não perdia tempo em atacá-los. Enquanto isso Hyoga observava, sentindo-se um pouco deslocado, mas nem por isso deixando de gostar de ver seu mestre gemendo daquele jeito. -Kamus... Eu estava morrendo de saudades. – Aquário concordou com a cabeça e começou a retirar os casacos que Milo ainda usava, até deixar o amante sem camisa. – Está frio... -Eu te esquento. – Kamus sorriu malicioso e abraçou Milo levando uma das mãos até sua ereção. -Ahn... – Milo deitou-se de costas e deixou que o amante beijasse seu corpo, mas não o deixou continuar até seu sexo. – Espere, estamos esquecendo uma coisa. -Esquecendo o que, Milo? – Ele apontou na direção de Hyoga e Kamus seguiu seu dedo, um pouco corado. – Ahn... Está bem. -Vem aqui, Hyoga... – O loirinho levantou-se de onde estava, mas não ousou sequer encostar naquela cama. Aquele era o verdadeiro templo de Kamus e Milo, achava que não poderia deitar-se naquela cama novamente, não com seu mestre. Mas o grego o chamava e abria espaço entre ele e o francês na cama. -Hyoga... Você não quer? – A voz melodiosa do rapaz ruivo despertou o menino, fazendo-o balançar a cabeça em uma negativa. -Não, quero dizer, sim, mestre Kamus. -Então deite logo aqui, garoto. Cisne concordou, tirou os sapatos e engatinhou para perto dos dois adolescentes, Kamus sorriu sem graça, mas Milo tinha uma malícia indisfarçável no rosto. Estava implícito que aquele escorpiano iria ensinar-lhe uma importante lição agora. E Hyoga lambeu os lábios quando o viu abrir a calça e deixar o membro completamente rígido aparente. Como ele era grande... Na noite da tempestade Hyoga não pôde notar os detalhes de seu mestre, mas sabia que ele e Milo se pareciam muito, principalmente na proporção. -Milo... Espere... -O que foi? -Você vai sufocar ele com isso tudo... Hyoga preste atenção, é assim que se faz. O loiro sentiu o rosto pegar fogo quando viu seu mestre levar os lábios até o membro de Milo e colocá-lo quase que inteiro dentro da boca. Os cabelos ruivos de Kamus foram afastados pelo escorpiano, quando este se apoiou em um cotovelo, a fim de não perder nenhum detalhe daquela boca maravilhosa que o chupava. -Ahn... Hum... Você faz isso tão bem... Kamus... – O aquariano aumentou o ritmo com aquele elogio, mas logo parou o que fazia. -Calma... Estamos em uma aula, lembra-se? Sua vez, Hyoga. – Como se fosse algo natural e comum, Kamus continuou segurando o membro de Milo pela base e o ofereceu ao discípulo. -O.. O quê? -Sua vez... Não precisa colocar tudo dentro da boca, vai até onde conseguir... – O sorriso gentil do rapaz acalmou o loirinho, que timidamente segurou aquele membro grosso em uma das mãos. -Cuidado com os dentes... – E de novo sentia-se envergonhado com os comentários de Milo, mas não deixou de afirmar com a cabeça. Era difícil colocar aquilo tudo na boca, principalmente por ele ainda ser muito pequeno em relação ao grego. Milo, em seus vinte anos, era um homem... Mas Hyoga era um garotinho começando ainda a crescer. Mesmo assim os gemidos vindos da boca do escorpiano fizeram Cisne continuar e mesmo sem conseguir respirar ele tentava chupar com vontade. -Isso... Hum... Kamus, você ensinou a ele muito bem... – O sorriso malicioso de Milo dizia que ele estava indo bem, mas o francês não parecia satisfeito e empurrou a cabeça loira para baixo. -Você pode mais que isso, anjinho... O pau dele nem é tão grande assim. – Milo mordeu o lábio inferior, mas não deixou de lançar um olhar de desaprovador a Kamus. Só que o ruivo nem ligou. Continuou com a mão na cabecinha loira, fazendo Hyoga engolir até a metade o sexo de Milo. A mão livre do russo estava esbranquiçada pelo esforço que ele fazia em puxar o lençol, tentando respirar normalmente. Mas sua agonia durou pouco, pois o grego acabou gozando, acabando com sua primeira lição. Infelizmente Hyoga não conseguiu engolir todo o sêmem que jorrava em sua boca, deixando que escorresse até seu queixo. -Ainda tem o que aprender, mon ange... – Milo sorriu, adorava quando Kamus falava em francês. -Ele ainda tem muito tempo... Foi bom, eu aprovo. O ruivo então puxou o discípulo para um beijo, provando o sêmem de Milo, junto ao gosto da boquinha infantil. Se Milo havia aprovado, agora era hora do Mestre aprovar. O menino não tinha chances de retrucar qualquer coisa que os dois decidissem, além de não estar em uma posição vantajosa, estava achando divertidas suas aulas. Era melhor que treinar no gelo e na neve. E ele teve certeza disso quando Kamus tirou a roupa, deixando seu corpo completamente nu para que o loirinho admirasse. Naquele instante Hyoga se lembrou da noite de tempestade e do calor que sentira junto àquele corpo alvo. O francês era perfeito e mesmo em meio à penumbra do quarto, Cisne havia notado as curvas precisas e delicadas do mestre. Milo tinha mil e um motivos para ser ciumento, afinal com um namorado daqueles quem não seria!? -Hyoga... Faz como você fez comigo... – Sentiu-se então ser acordado pelo sussurro do escorpiano em seu ouvido. Mas seus olhos não se desgrudavam do membro rígido de Kamus. Milo o guiou, começando uma leve masturbação no francês, antes de oferecer a ereção para Hyoga. Cisne não poderia recusar tamanho presente, naquela noite com o ruivo ele não teve oportunidade de tocar seu mestre com a boca, apenas com as mãos. E, ao tocar a pele macia da glande com os lábios, Hyoga sentiu seu corpo inteiro estremecer. Não havia muitas diferenças entre os corpos dos dois cavaleiros de ouro, a diferença mais gritante era a cor da pele e a maciez. Kamus era pálido, rosado e macio, mas Milo era bronzeado de sol, com uma pele muito mais masculina que o amante. Era difícil escolher o que mais apreciava, mas o russo decidiu que seu mestre lhe agradava mais. Aquele membro macio não era tão sufocante quanto o de Milo, apesar de ter as mesmas proporções. Não só o toque era suave e doce, mas os gemidos que foram escapando pelos lábios rosados do francês também eram e encheram o quarto e os ouvidos de seu discípulo, deixando Hyoga momentaneamente entorpecido. -Hum... Ahn... Ahn... – Não demorou e o loiro podia provar também o gosto de seu querido mestre. Tão doce quanto o de Milo. – Hyoga... O loirinho levantou os olhos, dessa vez conseguira engolir mais da metade do gozo, mas algumas gotas lhe escapavam pelos lábios. Milo o beijou também, como Kamus fizera, lambendo o sêmem. -Delícia... – Hyoga sorriu e deitou-se em cima do mestre. – Milo, tire a roupa dele. As mãos macias do ruivo puxaram sua blusa, entrando por dentro dela, como na noite de tempestade. Mas as mãos que encontraram as curvas roliças de suas nádegas foram mãos muito mais fortes, que o apertaram de modo tentador e puxaram suas calças para baixo. -Você é tão branquinho, Hyoga... Como Kamus. – O olhar brilhante de Cisne cruzou com o do outro loiro e um sorriso malicioso surgiu no rosto do grego. – Será que é tão apertado quanto? -Milo! – Kamus tentou ralhar com o amante, mas já estava excitado novamente com as indecências do escorpiano. E aquele grego tarado só fazia sorrir. Ele tocava Hyoga entre as pernas, passando os dedos em uma massagem firme e excitante, capaz de deixar o loiro mais rígido. Então a camiseta de Cisne foi retirada pelo ruivo, ele agora não usava nada além de meias. Mas não estava com frio, ao contrário, sentia um calor incendiante em seu corpo. -Vem aqui... – Milo puxou o menino, abraçando-o por trás e fez com que Hyoga se sentasse nos quadris do mestre. As mãos rápidas do cavaleiro de Escorpião percorreram aquele peito alvo, até alcançar o membro pulsante em seu ventre. Já as de Kamus também percorreram o corpo do discípulo, tocando sua entrada. -Ahn... Mestre. -Shh... Relaxe Hyoga. – O loirinho tentou relaxar, sentindo-se completamente indefeso entre aqueles dois cavaleiros. Mas ao invés de se sentir acuado, ele sentia-se ainda mais excitado e nem mesmo o dedo que Kamus enfiou dentro dele foi capaz de provocar alguma dor. -Não se preocupe, menino, você vai gostar... Aquele dedo indiscreto entrou ainda mais dentro dele e as mãos de Milo provocavam seu membro, puxando a pele que o encobria, para só depois passar o polegar pela glande, mas o abandonando em seguida. Assim, uma das mãos do escorpiano passaram a beliscar seus mamilos, enquanto a outra seguia o caminho de sua virilha e depois indo até suas nádegas. -Kamus, troca de lugar... – Hyoga o ouviu pedir, enquanto sentia o dedo do francês o abandonando. Em troca Milo enfiou dois dedos em sua boca e com a mão que estava em seus mamilos guiou sua ereção até tocar a entrada de Hyoga. -Hum... – O loiro se surpreendeu e gemeu abafado, mas não teve muito tempo para pensar no que o grego fazia, pois o ruivo escorregou o corpo para lamber seu membro. – Ahn... Mestre... Hum... Milo levantou os quadris do loirinho, fazendo ele quase sentar no rosto do mestre. Os dedos foram levados na entradinha virgem e empurrados para dentro, enquanto o francês se ajeitava na cama, abrindo mais as pernas para dar lugar ao amante. Hyoga observava com prazer seu membro sumindo na boca de Kamus, aquela boca que o estava levando à loucura. E o que dizer dos dedos de Milo enfiados dentro de si, massageando seu corpo por dentro? -Olha, Kamus... Ele está adorando... – O francês parou de chupar e ergueu o corpo, sob os protestos de Cisne. -Está gostando, Hyoga? Quer algo maior enfiado aí dentro? O menino russo não soube responder à pergunta, mas não precisava, pois sua opinião não estava contando muito naquele momento. E para deixar isso bem claro Milo enfiou bem fundo os dedos, alargando seu corpo apertado. -É claro que ele quer... Diz pra ele, Hyoga. – Hyoga viu a mão de Milo segurando o membro de Kamus, enquanto ainda sussurrava em seu ouvido. – Conta pra ele que você quer esse pau todinho dentro de você. -Ahhnnn... Mestre... – Não adiantaria gritar ou dizer que não agüentava mais, Kamus estava ao lado do amante e lambia a boca provocante. -Então já chega Milo... – Os dedos abandonaram o loirinho. Hyoga sentiu que o grego erguia seus quadris e apoiava suas mãos ao lado do corpo de Kamus, até que ele estivesse de quatro. -Agora senta aqui, Hyoga... – O garoto virou o rosto para trás, notando o enorme membro do francês, bem posicionado em sua entrada, pronto para penetrá-lo até o fim. -Vamos, mon ange... – Nem mesmo o ruivo conseguia esperar... Empurrou o loirinho, fazendo seu membro escorregar aos poucos para dentro daquele corpinho apertado. – Aaahn... Apertado, Milo... Hummm... Hyoga apertou os olhos e soltou um grito agudo, que poderia ser ouvido até mesmo em meio a uma tempestade. -Relaxa, anjinho... Não era o que você queria? O pau dele enfiado inteiro dentro de você? – Aos poucos sentia seu corpo relaxando com os beijos que o escorpiano distribuía em seu pescoço. – Relaxa... As mãos experientes de Milo tocaram o peito de Hyoga novamente, descrevendo as curvas dos músculos pouco definidos, até alcançar o membro roliço do garoto. Logo seus dedos brincavam com a pele que encobria aquela cabecinha rosada, até ouvir um gemido abafado do russo. -Hum... Se mexe agora, bem devagar... Vai rebolando até que o Kamus comece a gemer enlouquecido. – Hyoga corou, não apenas pelo tesão, mas também por ficar um pouco sem graça. E apesar do constrangimento iniciou um ritmo lento, rebolando sobre os quadris do mestre, ainda incerto. O semblante corado de Kamus tornou-se ainda mais rubro, quando ele começou a gemer. Os cabelos vermelhos se grudavam em seu rosto suado. As mãos do francês apertavam firme as coxas de Hyoga e ele elevava os quadris com cada vez mais força. O loirinho indefeso, ali, entre aqueles dois cavaleiros muito mais experientes, se deixava levar, rebolando devagar e gemendo ainda de maneira contida. Mas Milo reservava surpresas para fazê-lo soltar a voz. Aquele escorpiano pervertido parou de brincar e passou o polegar pelo buraquinho que pingava por antecipação. Hyoga deu um suspiro surpreso e aumentou o ritmo com que subia e descia no colo do francês. O sorriso que Kamus deu a Milo era mais que o suficiente para que o loiro começasse a masturbar o menino rapidamente. E aos poucos o ruivo tomou controle das investidas, estocando mais fundo dentro de seu discípulo. -Ahn... Mestre Kamus... – Hyoga não conseguia controlar seu próprio corpo, sentia seu membro doer de tão duro, enquanto sua entrada era rasgada por um membro maior do que podia comportar. Encarou o rosto de Kamus, vendo que o mestre estava adorando aquilo, mas não mostrava sinais de que iria gozar. Mesmo assim seu corpo não agüentava mais de tanto tesão, precisava acabar com aquela agonia extrema. -Mi... Milo... Hum... Eu posso... Ahn... – Mas o grego não o deixou terminar a frase, continuou aumentando o ritmo da masturbação, até que Cisne acabou se entregando ao orgasmo merecido. Kamus parou de estocar e puxou o menino para abraçá-lo. Era visível que Hyoga estava morto, mal respirava de tanto que seu corpo tremia. -Shhh... Calma criança...Vai passar. – Novamente aquela frase que os pais geralmente dizem a seus filhos quando querem que eles se acalmem. Milo sorriu enternecido, mas não se esqueceu que seu francês ainda estava tão excitado quanto ele. Tratou de puxar Hyoga do colo do amante e colocou o menino deitado na cama. -Agora que sua aula acabou, garoto, não vai se importar se os seus professores se divertirem um pouco, não é!? Hyoga encarou Milo com os olhos arregalados e balançou a cabeça em negativa. Quem iria se importar de assistir a diversão de Kamus e Milo? Assim que o grego tirou as calças e sentou-se nos quadris do ruivo, este sentou na cama, abraçando a cintura do amante para melhor se enfiar dentro dele. E de joelhos, o grego foi abaixando o corpo até enfiar totalmente o membro de Kamus dentro de si. -Hyoga... Preste atenção no verdadeiro mestre... – O francês corou de vergonha, mas Cisne riu da piadinha de Milo. No segundo seguinte ambos os amantes gemiam juntos, movendo os corpos em uma cadência única e suave, fazendo a cama se mover junto e ranger mais alto que os gemidos. Talvez fosse a primeira e última vez que Hyoga estaria na cama com Kamus e Milo, mas ele estava feliz, pois sabia que encontraria um alguém para completar seu coração. Completar também seu corpo e sua alma, assim como Milo parecia completar Kamus e vice-versa.
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A tempestade cobria os telhados e fazia os trovões estalarem nas janelas de vidro daquela mansão. Um rapaz de dezesseis anos dormia profundamente, alheio aos raios e à tempestade que se desenrolava ao lado de fora. Seus cabelos loiros se espalhavam pelo travesseiro e seu rosto estava tão sereno que lhe dava a aparência de um tênue anjo. Um barulho dentro do quarto o despertou. Ele esfrega os olhos azuis e encara uma figura menor que si parada ao lado de sua cama. Sorri, chega para o lado e abre espaço embaixo dos cobertores. Um garoto de quinze anos se deita, abraçando seu corpo, ainda tremendo pelo frio. Sua pele nua se arrepia com os pés gelados do menino e o corpinho esguio abraçado ao seu. -Hyoga... -Shhh... A tempestade já vai passar, Shun. Mas aquele sentimento estranho não passaria e deixaria Shun ainda mais confuso. -Não estou com medo. -Então, o que é? Andrômeda deita-se entre as pernas do loiro e puxa aquele rosto alvo para encará-lo. Hyoga havia crescido, tanto em espírito quanto em corpo e se tornara um rapaz muito bonito. -Posso passar a noite aqui? -Claro, Shun... Sempre que quiser. – Os lábios se encontram em um beijo e naquela noite de tempestade aquele quarto não parece tão frio assim, nem tão assustador. Shun reconhecia a paixão de Cisne por esses incríveis fenômenos da natureza, produtores de caos e romances. Mas reconhecia ainda mais que a verdadeira inquietude não estava ao lado de fora daquele quarto, mas sim dentro do próprio rapaz loiro, em seu olhar azul tão profundo quanto o mar. Ele tinha sua própria tempestade apenas no olhar. FIM!
N/A: Assim que eu gosto do Kamus... Seme, seme e seme!! XD Cabou finalmente!!! Bejus, Anushka. |
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PRÓXIMO.
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